spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
Engorda de Ponta NegraIdema volta a negar licença para engorda de Ponta Negra

Idema volta a negar licença para engorda de Ponta Negra

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) anunciou na tarde desta terça-feira (16) que ainda não liberará a Licença de Instalação e Operação (LIO) para a obra de engorda da praia de Ponta Negra. Em nota, o órgão ambiental destacou que ainda há questionamentos que impedem a emissão da licença.

A obra de engorda, conhecida por alavancar a economia e o turismo em praias do Ceará e de Santa Catarina, está envolta em incertezas em Natal. A Prefeitura, através da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), enviou respostas ao Idema, mas o Instituto identificou fragilidades em oito das 17 respostas apresentadas.

Segundo o Idema, entre os pontos ainda pendentes estão dúvidas sobre a drenagem da obra, impactos na fauna — especificamente aves migratórias — e a necessidade de um diagnóstico socioeconômico dos trabalhadores da região.

“O impasse sobre a obra da engorda de Ponta Negra se intensificou nas últimas semanas. O Idema tem até outubro para analisar o pedido, que foi solicitado em junho pelo Município, e conceder a autorização,” afirmou Farkatt.

A Prefeitura de Natal informou, na sexta-feira (12), que havia entregado as respostas solicitadas pelo Idema. Contudo, a análise do Instituto revelou que dos 17 questionamentos feitos: Nove foram completamente atendidos; Cinco foram parcialmente atendidos e três não foram atendidos.

Farkatt ressaltou que esses pontos já estavam presentes desde o pedido da licença prévia, feito um ano atrás. “Não estamos pedindo elementos novos. Pedimos respostas que, muitas vezes, não vieram completas ou apresentaram discordâncias,” explicou.

Consequências e expectativas

A nota técnica enviada pelo Idema destacou que, para aprovação dos requisitos associados ao sistema de drenagem pluvial, engorda da faixa de praia de Ponta Negra e mineração da área de jazida de sedimentos marinhos, é necessário que o interessado forneça informações essenciais para análise do processo.

O secretário de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, Thiago Mesquita, avaliou que a obra corre o risco de não ser realizada este ano, ficando para 2025. “A chance da obra sair ainda este ano é zero,” enfatizou Mesquita. Mesmo com uma resposta rápida da Prefeitura aos oito questionamentos restantes, a janela de execução da obra está comprometida. O aterro deveria ser feito entre julho e o final de outubro, e a draga utilizada na obra deve retornar para Niterói.

A engorda


A engorda de Ponta Negra é considerada primordial para a praia, que há anos sofre com a erosão costeira provocada pelo avanço do mar e que tem modificado a estrutura do Morro do Careca, um dos principais cartões postais da capital potiguar, descaracterizando sua paisagem.

O projeto está em discussão há vários anos em Natal e será um alargamento na faixa de areia da praia, com até 50 metros na maré cheia e 100 metros na maré seca.

Atualmente, em situações de maré cheia, bares, barracas e banhistas ficam praticamente impedidos de frequentar a areia e o mar. Segundo os estudos feitos pela empresa paulista Tetratech, a engorda será feita a partir de um “empréstimo” de areia submersa trazida de uma jazida em Areia Preta para Ponta Negra.

A engorda é, na prática, um aterro que será colocado ao longo de 4 quilômetros na enseada de Ponta Negra. O objetivo final é de que a faixa de areia nas praias de Ponta Negra e parte da Via Costeira seja alargada para até 100 metros na maré baixa e 50 metros na maré alta. É a última etapa do projeto maior que contou com o enrocamento da praia, pelo qual foram implantados centenas de blocos de concreto que darão sustentação à engorda.

Um artigo científico produzido por professores e pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), apontou que o morro diminuiu 2,37 metros na altura em 17 anos. No levantamento ficou constatado que a altura do Morro do Careca atualmente é de 63,63 metros. Esse número, em 2006, era de 66 metros. Conforme o levantamento, a redução se deve a uma convergência de fatores, entre eles o avanço do mar e a redução da faixa de areia em Ponta Negra, o que faz com que a energia das ondas alcance a base do Morro.

- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Matérias Relacionadas

Verão completo: Parnamirim leva vacinação, fiscalização e serviços essências para a orla

O verão em Parnamirim está completo com o trabalho...

Mídias sociais, desinformação e manipulação política

Faltando pouco mais de oito meses para a eleição...

Verdades esquecidas sobre um projeto de engorda de praia bem sucedido

Gostaria de fazer algumas observações sobre uma matéria publicada...

as facetas da pintura de Assis Costa

Artista que gosta de pintar as memórias de infância...

ativistas do RN celebram avanços, mas desafio é consolidar

O mês da visibilidade trans, celebrado em janeiro, segue...

O mistério de Areia Preta e a solução de David Capistrano

O novo boletim de balneabilidade publicado pelo projeto Água...

Formatura celebra alfabetização de 500 jovens e adultos no RN

“O nosso sonho é que o Rio Grande do...

Prefeitura de Natal despeja pela 19ª vez famílias em situação de rua no Baldo

Cerca de sete barracos foram retirados na manhã deste...

Governo Fátima investe R$ 3,7 bi em 7 anos e projeta mais R$ 1,6 bi em 2026

A gestão da governadora Fátima Bezerra no Rio Grande...
- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img