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AtualizaçõesAto no Leningrado pede justiça por morte de Pétala Yonah

Ato no Leningrado pede justiça por morte de Pétala Yonah

Moradores do conjunto Leningrado, no bairro Planalto, zona Oeste de Natal, realizaram nesta semana um ato por justiça em memória de Pétala Yonah Silva Nunes, criança de 7 anos assassinada em um caso que gerou forte comoção no Rio Grande do Norte. A mobilização contou com participação da comunidade e organização conjunta do Movimento de Mulheres Olga Benario, do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e da Unidade Popular (UP).

Vestidos majoritariamente de preto, moradores, familiares, amigos e militantes ocuparam as ruas do bairro carregando balões brancos, cartazes e palavras de ordem por justiça. O ato também denunciou a violência contra mulheres, meninas e crianças.

Em publicação nas redes sociais, o Movimento Olga Benario destacou que a manifestação foi organizada não apenas como homenagem à criança, mas também como resposta coletiva à violência. “É manifestação não somente em memória a Pétala, mas também como compromisso da comunidade em proteger as mulheres e meninas da violência”, publicou a organização.

O caso aconteceu no último fim de semana. Segundo informações da Polícia Civil, Pétala desapareceu no dia 19 de abril, no conjunto Leningrado. No dia seguinte, o corpo da menina foi encontrado enterrado no quintal da residência do ex-padrasto, após o suspeito indicar o local e confessar o crime.

O homem preso é José Alves Teixeira Sobrinho, ex-companheiro da mãe da criança. A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, e ele permanece detido.

As investigações apontam que o crime foi premeditado. De acordo com a Polícia Civil, materiais apreendidos, como um caderno com anotações e aparelhos celulares, serão submetidos à perícia para auxiliar na conclusão do inquérito.

A principal linha investigativa da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) é de violência vicária, também chamada de vicaricídio, quando uma criança ou pessoa próxima é atacada como forma de atingir emocionalmente uma mulher. Segundo investigadores, a motivação estaria ligada ao fim do relacionamento com a mãe da vítima.

A classificação do caso reacendeu debates sobre violência extrema de gênero e a fragilidade das redes de proteção a mulheres e crianças.

Em meio à repercussão, circularam nas redes sociais diferentes versões sobre outros possíveis crimes relacionados ao caso. Até o momento, porém, autoridades policiais informaram que pontos adicionais seguem sob análise pericial e não devem ser tratados como conclusivos antes da finalização dos laudos.

Para movimentos e moradores, o ato no Leningrado foi também uma forma de transformar a dor coletiva em denúncia pública e pressão por respostas rápidas das instituições.

A Polícia Civil segue investigando o caso e aguarda a conclusão dos exames periciais para finalizar o inquérito. Ainda não há confirmação oficial sobre o oferecimento de denúncia formal pelo Ministério Público.

Fonte: saibamais.jor.br

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