Com cinco anos de atuação contínua nas ruas de Natal, o coletivo Manas na Rua inicia 2026 ampliando sua rede de apoio e convidando novas mulheres a integrar o projeto. A Organização da Sociedade Civil (OSC) abriu 40 vagas para voluntárias interessadas em atuar em diferentes frentes, que vão da produção de refeições ao trabalho de comunicação, pesquisa, logística e acolhimento direto de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Criado em 2020 por cinco mulheres, o Manas na Rua nasceu a partir da distribuição de cafés da manhã 100% vegetais, aos sábados, em pontos como o viaduto do Baldo e o antigo prédio do INSS. Desde então, o grupo mantém uma rotina ininterrupta de ações, que já somam 268 edições. Atualmente, são cerca de 200 refeições servidas a cada sábado, preparadas coletivamente e distribuídas com base em três pilares que orientam o trabalho: Direitos Humanos, Veganismo Popular e Feminismo, com uma gestão horizontal entre as participantes.
Ao longo de 2025, aproximadamente seis mil pessoas, entre crianças e adultos, foram atendidas pelo projeto. A atuação constante transformou o Manas em referência nos territórios onde atua, tanto pela regularidade das ações quanto pela oferta de refeições nutritivas, frescas e preparadas no próprio dia. O coletivo foi finalista do Prêmio Pacto contra a Fome em 2023 e 2024 e conta com o apoio de empresas, entidades e instituições públicas, como o Ministério Público.
As vagas abertas contemplam diferentes áreas: comunicação e redes sociais, design gráfico, jornalismo, pesquisa histórica, cozinha, logística, distribuição das refeições e atuação direta nas ruas, no acolhimento e na escuta das pessoas em situação de vulnerabilidade. As inscrições estão disponíveis na plataforma Atados, no endereço https://atados.com.br/ong/manas-na-rua.
Para a diretora técnica do projeto, Isis Soares, a ampliação do voluntariado é fundamental para a continuidade das ações. “Manter o projeto Manas na Rua é um desafio constante. Ser voluntária no Manas é, antes de tudo, acreditar no bem comum e atuar em prol do coletivo. A realização dos cafés depende diretamente do trabalho voluntário e do apoio de parceiros que acreditam na iniciativa. A ação integra o combate à fome com a defesa de um veganismo popular, acessível e conectado às realidades de pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social”, afirma.
Ela destaca ainda que a atuação vai além da oferta de alimento. “Mais do que distribuir comida, o projeto constrói redes de cuidado e fortalece a luta por um mundo mais coletivo e solidário, para que possamos olhar para o próximo e lutar por políticas públicas que garantam direitos de todos”, completa.
Interessadas em participar podem conferir mais informações e o formulário de inscrição no site da plataforma Atados e nas redes sociais do coletivo, pelo perfil @manasnarua no Instagram.
Fonte: saibamais.jor.br
