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Atômica completa três anos como espaço de expressão LGBTQIAPN+ em Natal

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“No início, a festa tomou uma proporção muito maior do que eu imaginava, e foi interessante perceber o quanto o público se engajava com cada tema proposto”.

A frase do produtor DK (Danilo Kauan) ajuda a explicar o que a Atômica se tornou em Natal ao longo dos últimos anos. O que começou como uma proposta de festa voltada à cultura pop rapidamente ganhou escala, identidade e um público fiel, transformando-se, em três anos, em uma das principais experiências da noite potiguar LGBTQIAPN+. No próximo sábado (18) será comemorado esse percurso com a edição especial “Euphoria”, reunindo música, performance e estética em uma pista que já virou referência.

Mais do que acompanhar tendências, a festa construiu uma linguagem própria. Inspirada no universo das divas pop, mas sem se limitar ao óbvio, a festa apostou desde o início em uma combinação de remixes, performances ao vivo e uma relação mais direta entre quem está no palco e quem ocupa a pista. É essa aproximação que, segundo DK, ajudou a consolidar o evento:

“Desde o começo, quis criar uma festa de cultura pop que tivesse as divas como referência, mas com uma abordagem musical mais original, com remixes, performances ao longo da noite e um palco mais próximo do público, criando uma conexão direta entre artistas, música e pessoas”, explica em entrevista à Agência Saiba Mais.

Esse formato, que privilegia a experiência como um todo, foi determinante para que a ATÔMICA deixasse de ser apenas mais uma opção na agenda e passasse a ocupar um lugar simbólico na cidade. Não se trata apenas de sair para dançar, mas de participar de um ambiente onde estética, comportamento e identidade caminham juntos. Com edições especiais em homenagem a divas pop como Beyoncé, Lady Gaga e Charli xcx é assim que a festa se consolidou.

“Em algum momento, percebi que o público não só entendeu essa proposta, como abraçou completamente a ideia. A partir daí, ficou claro que a festa tinha deixado de ser apenas mais uma e passado a ocupar um lugar especial na cena, porque existia uma troca real com quem estava ali”, afirma o produtor.

Essa troca também se reflete na forma como o público responde a cada edição. A escolha de temas, que poderia ser apenas um recurso visual, se tornou parte central da experiência. Figurinos, maquiagem, atitude e presença na pista dialogam diretamente com o conceito proposto, criando uma espécie de espetáculo coletivo.

Ao longo dos anos, esse engajamento acabou puxando o crescimento da própria estrutura da festa. O aumento de público veio acompanhado de mais investimento em cenografia, iluminação, line-up e direção artística, sempre com a intenção de ampliar a imersão.

“No início, a festa tomou uma proporção muito maior do que eu imaginava. A cada edição, o evento se transformava junto com a temática, e a estrutura acompanhava esse crescimento. Sempre buscamos nos aproximar ao máximo da estética e da experiência das turnês das artistas pop homenageadas”, diz DK.

Ele destaca que esse processo aconteceu de forma orgânica, guiado principalmente pela resposta de quem frequenta a festa. “Com o tempo, os investimentos aumentaram justamente para proporcionar experiências cada vez mais completas. Esse crescimento foi acontecendo junto com o público.”

Se por um lado a Atômica se destaca pela estética e pela entrega visual, por outro, carrega uma dimensão que vai além do entretenimento. Desde a origem, a festa se propõe a ser um espaço seguro e acolhedor para o público LGBTQIAPN+.

“Hoje, ver a Atômica consolidada como um espaço de acesso à cultura que une lazer e, principalmente, segurança para o público é muito significativo. Um lugar onde as pessoas podem se expressar da forma como se sentem mais confortáveis, agir de acordo com sua identidade e se divertir sem tantos julgamentos”, afirma DK.

A ideia, segundo ele, sempre foi criar um ambiente de liberdade temporária, onde a pista funciona como refúgio e também como território de afirmação. “Criar um espaço onde, por algumas horas, seja possível esquecer o caos do lado de fora e simplesmente viver a noite com liberdade.”

É dentro desse contexto que a edição de três anos ganha ainda mais peso. Com o tema “Euphoria”, a festa se conecta diretamente a um dos imaginários mais fortes da cultura pop recente, a série de mesmo nome, marcada por intensidade emocional, estética vibrante e narrativas visuais muito definidas.

“A ideia é estar sempre atento ao que está movimentando a cultura pop no momento, os assuntos mais comentados, os lançamentos que geram identificação e transformar isso em experiência. Seja um álbum, uma série ou um filme que dialogue com o universo LGBTQIAPN+, o objetivo é traduzir essas referências para dentro da festa”, explica DK.

No caso da inspiração em “Euphoria”, ele aponta para o potencial imersivo do conceito. “Existe uma estética e uma narrativa muito fortes que permitem criar uma atmosfera intensa. A proposta é justamente aproximar o público desse universo fictício e trazer essa sensação para o real, dentro da experiência da Atômica.”

A construção coletiva do ambiente, seja através dos looks, da dança ou da interação, é parte do que sustenta o sucesso dessa produção.

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Três anos depois, a Atômica não só ampliou seu alcance, como ajudou a redefinir o que se espera de uma festa pop em Natal. Mais do que tocar sucessos, o evento entrega narrativa, identidade e pertencimento, consolidando-se como um espaço onde cultura pop e vivência se encontram de forma direta.

Serviço
ATÔMICA 3 anos
Data: 18 de abril (sábado)
Horário: a partir das 21h
Local: Loop Music Pub
Ingressos: disponíveis na plataforma Outgo



Fonte: saibamais.jor.br

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